Promíscua

A verdade é que a porção vagabunda que habita dentro da minha alma sorri satisfeita pelo jeito que sou tratada e não existe outra forma mais vil e suja que possa me comover e verter meu desejo em lágrimas de prazer. Sou eu, um objeto puto desprovido de adoração e amor-próprio que implora pelo desdém do outro, e que precisa apanhar moralmente para manter-se viva, mais viva e mais satisfeita do que quando sou adornada pelos que me elevam à categoria de esposa sagrada.

Sinta-me

De todos os pecados mundanos, o que me emociona é imaginá-la submissa, entregue, abastada de todo meu prazer; de todos os pecados, o que mais me instiga é o desejo de entrar dentro de você, de usurpar sua boa-fé e trazê-la para a imoralidade dos meus atos, de fazê-la engolir meus líquidos e respirar um pouco do meu ar poluído. De todos os pecados que comungo neste mundo perdido, é o seu olhar de aflição misturado com seu gemido, que me faz sentir vivo, inteiro e completamente seu…

Devagar…

Tento entrar dentro da sua mente inquieta, mas percebo que é muito mais desafiador do que entrar em seu corpo fácil… te peço um pouco de tempo para entender o que te motiva, o que vai te faz gozar e o que te faz rir. Quero vislumbrar a maravilha que é ver você tirando sua roupa assim, devagar e sem pressa, porque quero respirar cada segundo do seu corpo, sem hora para acabar, somente com pausar para recuperarmos o fôlego. Quero você assim, inteira e disponível para me contar seus segredos mais escondidos e suas vontades mais genuínas…

Seu All Star de cano alto…

Desafio meus sentidos toda vez que percebo sua presença nua no chão da minha sala, vestindo somente seu All Star de cano alto… tento controlar a vontade que tenho de tocar seu corpo e massageá-lo com minha língua molhada, mas não resisto as dobras e espaços que se escondem atrás do seu par de tênis sujo e usado. Direciono meu olhar para o movimento das suas mãos, mas acabo voltando para o encontro do piso frio com o contorno do seu rabo, apoiado nas frestas de madeira do chão de taco velho, que fora limpo há poucos instantes, mas que agora se mistura com o aroma das gotas que saem da sua nudez pura e genuína…

Nos Seus Braços

Nos seus braços encontro o consolo que tanto busco; neles sou envolvida com toda vontade que emana do seu corpo e com toda a devoção que sua respiração ofegante denota. Nos seus braços, liberto-me dos traumas e desamores que sofri no passado e encontro as respostas óbvias para o meu prazer mais genuíno. Nos seus braços, fortaleço minhas crenças e vivencio meu mais absoluto silêncio, na parte mais íntima do seu aconchego…

Virgem

Peço perdão por entregar pedaços de mim em doses tortas de depravação e autopiedade em todas as vezes em que encontro refúgio em seu corpo macio… suas curvas reverberam meu prazer em forma de líquidos e sustentam meu desejo sujo e imoral, cada vez que provo um pouco da sua libido; uso seu corpo para sustentar meus desejos e faço dele a morada dos meus pecados, destruindo as virtudes da sua pureza e inocência, que deveriam ser saciadas com mais pudor e vontade do que a voracidade com que as devoro, sem clemência ou devoção; apenas com a força do meu apetite…

Gozo Infinito

Entre pelos e arrepios faço-me sua, embaixo do seu corpo quente e pesado; sinto sua aflição entrar faceira na minha carne molhada de suor e desejo, enquanto peço para diminuir o ritmo e ensaiar comigo um orgasmo mais rebuscado… sou levada à todas as emoções mais intensas possíveis, quando percebo sua agressividade invadir meu corpo, com doses genuínas de vontade e paixão. E em todo tempo em que estamos juntos, sou consumida por este momento, que me conduz ao espaço sagrado da sua fé em nós, adornado por um gozo infinito que adormece nossas extremidades e acalma nossas mentes impuras…

Seu Corpo

Seu corpo consome meus sentidos e me leva a um novo patamar de orgasmo. Seu corpo abriga e cuida; acaricia e machuca; facilita e dificulta. Seu corpo faz o meu entorpecer de prazer e entrega novas possibilidades onde antes só haviam dobras e precipícios… seu corpo faz o com que minha vontade aumente a cada movimento seu, a cada curva, a cada toque. Seu corpo dialoga com o meu desejo de uma forma tão, mas tão absurda, que não consigo parar de pensar na maciez branda das suas partes mais escondidas…

Meu Orgasmo

Meu orgasmo é silencioso e intenso; mergulho em mim para saciar minha vontade e experimento as várias faces da dormência que acomete meu corpo, em diferentes proporções e caminhos…

Encontro a maciez da minha carne em um imenso poço de distintas emoções e entrego meu cansaço ao deleite da minha paz mais absoluta.

Sou eu em milhões de salas com pessoas conhecidas e estranhas, em um sexo que parece não terminar nunca; sou eu, deitada na luxúria dos meus pecados mentais, que me delicio do prazer insano que abarca as várias faces dos meus gozos, todos despudorados e indecentemente deliciosos…

Despedi-me de Mim…

Despedi-me de mim em doses contidas de tesão e vontade; fui fraca mais uma vez ao deixar que meus vícios se sobrepujassem ao prazer pueril de vestir-me de santa, quando na verdade o que mais quero é sentar-me nesse altar nefasto, cheio de sujeira viril e feromônios incrustados nas dobras do seu corpo, que exala cheiro de sexo e transpira desejo…

A Sua Bossa…

Com seu quadril largo encaro a realidade que é viver ao seu lado. Sou refém do seu gingado, dos passos bem dados, da irreverência do seu balanço.

Observo com desejo o balanço dos seios que caem sobre sua pele nua; admiro-os trepidando sobre seu corpo exposto, sem pudor por se mostrarem tão protuberantes com seus bicos em rija, prontos para virem direto para minha boca.

Desço para o movimento do seu sexo, que me convida a entrar de forma faceira pela parte mais molhada, para guardar um pouco do meu prazer mais genuíno dentro dessa sua bossa…

Acordei com Saudade…

Acordei assim… com saudades do seu cheiro e do seu toque. Sinto você nas extremidades dos meus desejos, enclausurados na promiscuidade da minha linguagem mais sacana e vil, e em toda a obscenidade possível que vislumbro no contorno do seu corpo quente e cheio de possibilidades…

Entrego minha melhor parte para seu deleite, para que faça comigo o que julgar melhor. Entendo que você não é responsável pelo meu prazer, mas que organiza meus orgasmos com maestria e louvor; você faz com que meus pecados pareçam pequenos diante da maravilha que é suar com seu corpo, melado de desejos e extasiado de gozo puro e simples.

Quero ter a mesma sensação vazia de quando terminamos a nossa composição, aquela em que entregamos mais do que queríamos, em doses genuínas de prazer e tesão, dentro do tempo em que nos é permitido viver intensamente esse orgasmo, na versão mais profunda possível…

Não Diga Nada…

Não diga nada, apenas escute meus gemidos, sussurrados em doses promíscuas de prazer e pecado.

Não diga nada, apenas sinta meus toques mais perversos debaixo do seu corpo quente e molhado.

Não diga nada, apenas entre dentro de mim, como você costumava fazer naquelas noites em que desistia da sua decência e escolhia o caminho das minhas coxas para chegar em casa…

Imersa

Imersa nos meus pensamentos mais profanos encontro você, encarando minha libido como se fosse normal minha vontade de invadir seu corpo e beber todo o líquido que sai dos seus poros e das suas cavidades…

Respiro um pouco mais do ar poluído que circunda meus pulmões e rogo aos Deuses que me deixem tocar mais uma vez na sua pele áspera e seca; imagino suas veias pulsarem com tesão e vontade, da mesma forma que penso estar o restante do seu corpo: duro, ereto e pronto para invadir meus espaços mais escondidos.

Peço perdão pela minha perversidade e encontro razão nas palavras da minhas amigas, que me avisavam do perigo que ronda minha vida, cada vez que me aproximo de você.

Mas não consigo parar de pensar em toda história que construímos na imensidão da minha cama fria, em todas as vezes em que você explorava os lugares que nunca haviam sido tocados, em posições e formatos que eu jamais havia pensado antes e de uma forma tão intensa, que doutrinou meu desejo e escravizou todos os meus sentidos…

Seu Rabo

Perco-me nos contornos indecentes do seu majestoso rabo e faço-me escravo dos seus caprichos só para poder acessar sua parte mais generosa, aquela que me faz respirar profundamente e que consola minha aflição cada vez que consigo entrar na maciez profunda que existe atrás de todas as curvas deliciosamente esculpidas para o meu desejo…

Nos Seus Braços

Nos seus braços encontro consolo, fuga, aconchego. Dentro do seu abraço encontro a paz que tanto busco e me perco de mim nos segundos em que compartilhamos o mesmo espaço sagrado, na conexão dos nossos corpos em compasso com nossas mentes anestesiadas. No seu corpo, sinto o calor do meu lar, que queima minhas angústias e adormece meus sentidos; e ali, no encontro das suas mãos com todas as minhas curvas, encontro a melhor versão da minha felicidade.

Trecho do novo livro “Promíscuo Ser”

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“… resolvo voltar para casa e tomar um banho quente. Prefiro não comentar com o Jota sobre o episódio da praia, para que ele não se preocupe…

Enquanto estou no banho ele se aproxima e coloca as mãos no meio das minhas nádegas, fazendo um movimento giratório com o polegar, típico do momento que antecede um sexo anal. Ele beija meu pescoço e começa a lamber as bordas da minha orelha esquerda, algo que sempre me excita demais. Puxo-o para dentro da água quente e começamos a nos beijar de forma incessante, como se o mundo fosse acabar amanhã.”

Trecho de “Promíscuo Ser, a Partitura Final”… em breve

Seu Banquete…

Mergulho no vazio assustador que é a sua indiferença. Meu sexo já não tem mais o mesmo gosto de antes ou está apenas morno para o seu paladar? Prefiro encolher-me na insignificância de ser mais uma no meio de uma cama compartilhada, do que perder um pouco do seu suor escorrendo pelo meu corpo sujo e usado. Sou eu, em uma versão bem mais picante, que entrega sabor em pequenas doses de euforia e excitação, para transformar sua cama em um banquete de tesão, com gozos latentes de sobremesa, a serem servidos a quem quiser se saciar…

 

Sussuros…

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Então, ao final de tudo que vivemos, acabo rendendo-me aos seus caprichos. Sou eu quem deve lutar contra essa prepotência insuportável, mas meu desejo fala mais alto; é um tesão tão, tão genuíno que termino encharcada, cada vez que os pensamentos sobre seu toque, seu cheiro e seu sexo invadem minha mente. Tento recuperar meu fôlego, mas perco-me completamente na sintonia inebriante da sua voz rouca, que sussurra baixinho qual será a próxima parte do meu corpo que você vai explorar…

Não Me Leve a Mal…

Marie

Não me leve a mal, mas não consigo evitar que meus pensamentos voem soltos para outros corpos, para outros toques… sinto seu calor invadir meu espaço sagrado e divido minhas aflições e líquidos com você, nesses segundos que insistem em passar tão rápido, que já não me lembro porque trouxe alguém mais para a nossa cama, mas não me atrevo a te dizer nomes nem detalhes sórdidos. Não me leve a mal, meu gozo é compartilhado com você, mas meu tesão… meu tesão só conserva comigo.

A parte que me separa de você…

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A parte que me separa de você é anexa ao meu prazer mais pungente, que insiste em lembrar-me dos poros que se abrem em um compasso de alegria e desespero, que aguardam o calor sufocante que exala da sua pele e que regozijam ao toque suave dos seus pelos mais escondidos…

Arrepiada

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Me arrepia sentir o toque dos seus dedos, da sua língua e do seu rosto colado ao meu corpo. Me arrepia sentir seus pelos encostando na superfície da minha pele, abrindo caminho para suas mãos contornarem a envergadura dos meus mamilos e os precipícios das minhas dobras mais escondidas. Mas o que mais me arrepia é sentir o seu olhar pungente do desejo de entrar dentro de mim…

Teu Calor

Às vezes, tudo que preciso é do seu corpo aquecendo minha alma; preciso do calor que sai de dentro de você, que me invade em doses cavalares de tesão e vontade, na medida certa da minha aflição… é ele, o seu calor, que me faz transbordar de desejo e me mostra o caminho do meu orgasmo mais improvável, que me machuca de tanto esperar, que me enlouquece e me faz arder de prazer.

Meu Carnaval

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Vejo blocos desfilando felicidade pelas ruas cinzas de uma cidade lotada de corpos e desejos ilimitados. Vejo o esforço cotidiano dos foliões sedentos para alcançar a plenitude do gozo puto, aquele que não precisamos de muito para atingir e que o descartamos logo em seguida, para procurar por algo mais forte. Vejo uma multidão de orgasmos concentrados em vários momentos deste carnaval, mas em todos os reflexos desse deleite de prazer, só consigo enxergar seu rosto nesse mar de sexo. Porque você é meu carnaval…

Milhões de Motivos

Você pode me dar milhões de motivos para ir embora. Pode me dizer os motivos pelo qual não quer mais o meu  meu calor, o peso do meu corpo sobre o seu e a umidade da minha saliva com a sua. Você pode fingir que já não sente nada, que seus desejos mudaram, que sua vontade secou; e, ainda assim, eu não vou acreditar em você. Porque eu sei que depois do gozo almejado e da mente vazia com a nostalgia dessa paz passageira, é em mim que você vai pensar. Em mim, na maciez das minhas dobras e nos cantos mais escondidos do meu corpo…

“Gosto Doce”

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Deslizo minhas mãos suaves pela sua pele seca até atingir a superfície molhada da sua boca, que renova minha vontade em continuar explorando suas curvas e suas dobras. Sinto o cheiro inebriante que sai dos seus poros, que me enlouquece e me instiga a continuar massageando cada centímetro do seu corpo. Por fim, saboreio o gosto doce que sai de você, que escorre pelas suas pernas e se mistura pecaminosamente na minha saliva. Escuto os gemidos propagados com sua voz rouca e aprecio a maravilha que é te ver contorcendo de prazer só com o toque da minha língua…

Meu Pecado…

Meu pecado é te olhar com tanta vontade que meus poros se abrem e meus pelos se levantam. Meu pecado é te querer com ganância suficiente para devorar cada espaço do seu corpo sem deixar nenhum fluído escapar da minha boca. Meu pecado é querer mais do que você teria para me entregar; é pensar na dor que eu causaria com o furor da minha vontade. Meu pecado é querer demais sem me importar com o tempo que você precisaria para me acompanhar. Meu pecado é desejar ter você inteira, sem nenhum pudor ou cerimônia. E meus pensamentos são tão imorais e sujos que jamais poderia compartilha-los com você…

Sua Boca…

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Sua boca consegue fazer com que eu me cale. Me calo com você dentro de mim, com a sua boca acariciando minha vontade; com sua boca lambendo meu tesão e com ela, devorando tudo o que há de mais libertino no meu corpo nu. Sua boca me acalma e me maltrata; ela me diz a hora de acordar para esse prazer insano que só você me traz e dita o ritmo que eu tenho que seguir para te acompanhar. Sua boca permite que eu acesse o lugar mais secreto do meu prazer e só ela transforma meu desejo em um gozo doído, com cheiro de saliva e gosto de intimidade…

Seu Sabor

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Tento aliviar meu calor com os movimentos dos meus dedos, todos unidos em doses providenciais de toque e pressão, em compassos descasados de angústia e alegria, de gozo e contemplação. Meu corpo agradece os lampejos de satisfação, mas me pede aflito um pouco do seu sabor para nortear meus desejos, para me mostrar o caminho e para curar a vontade que é ter você dentro de mim…

“Bem ali”

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Você me deixa louca quando me toca bem ali… no ponto em que mais emociona meu corpo, que faz me desdobrar de prazer ao pensar em todas as possibilidades e em todo caminho que será percorrido até você cansar. É ali, bem ali, que você acessa minha parte mais íntima, onde meu pudor dá espaço para seus carinhos brutos e urgentes; onde sinto sua pulsação de forma corrente e viril. É bem ali que você deixa de ser um simples amante e se torna, por alguns segundos intensos, parte de mim.

 

Seu Toque…

Minha mente trabalha incessantemente, meu corpo queima e minha vontade sublima a razão de não tê-la por perto. É minha alma que pede sem pudor o seu toque pecaminoso, rejeitado pelas tradições e esculpido pelo prazer de ter você aqui, entre minhas pernas e dentro do meu santuário. Porque o meu desejo pode ser sujo aos olhos dos bons moços, mas é cristalino no momento em que enxergo você: desnuda, linda e minha…

“Atrás”

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Quando você me perguntar por onde vamos, saiba que a resposta será sempre “atrás”. E quando você quiser encarar o meu olhar saiba que eu darei a minha melhor versão, direta, inteira, inclinada. Não te espero nos limites claustrofóbicos da sua cama, te espero em pé, voluptuosa e arredondada. E se quiser saber como eu gosto, você vai ter que lá atrás descobrir…

Sem Pudor

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Tudo o que eu peço é a sua liberdade em forma de entrega. Tudo que quero é o toque aveludado, o som frenético como quem dança extasiado em uma segunda-feira de carnaval e o olhar singelo de quem diz “me ame ou me come”. Tudo que eu preciso é de você assim, inteira à minha espera, saltitante, molhada, sem pudor…

Depois…

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Depois de tudo que passamos, escondo a minha felicidade em um lugar bem próximo dos meus seios, daqueles que foram generosamente acariciados e beijados pela sua boca sedenta de vontade. Deixo essa felicidade descer pela minha barriga até encontrar minha extremidade mais íntima e vulgar. Faço das lembranças um carnaval de emoções e choro de prazer quando seu rosto vem à minha mente. Me entrego novamente a você, em silêncio, à distância e escondida entre meus edredons…

Lá Longe…

Lá longe está o teu corpo, que contemplo em um olhar sedento. Que imagino se virando em várias formas e poses, que recito em poesias a beleza das curvas e da pele macia, que limpa, espera pelo meu toque. Te vejo longe, distante, inacessível. Te vejo de longe e, mesmo sem poder te alcançar, te vejo pronta para mim. De longe te sinto perto de mim, dentro das minhas veias, que insistem em pulsar quando grito seu nome na minha mente suja e desordenada. Te penetro com toda a vontade do mundo, em silêncio e devagar, mesmo estando longe…

Ela…

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Ela me disse não. Eu respeitei. Me disse depois que poderíamos tentar, sem pressa. Comecei devagar, atendendo seu pedido. Fui gentil e delicado, até o momento em que ela se abriu toda e se esqueceu quem era. E foi ali, nas interseções dos lençóis sujos e dos corpos amassados, que nos tornamos um só. Sem pudor, sem pecado, sem restrição…

Estou Olhando Você…

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Sempre que você está assim, distraída, eu estou olhando você. Eu observo seus pequenos movimentos, o volume que seu corpo faz cada vez que você se contrai e a sua expressão relaxada cada vez que você se estica. Eu experimento suas dobras com a vontade do meu olhar, sacio minha curiosidade com a sua beleza e sinto o toque aveludado da sua pele só com o desejo do que observo…

Estremece

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Meu corpo se estremece de prazer só em olhar para você. O calor da sua língua em contraste com a pele áspera ao redor dos seus lábios me faz gemer de prazer. Espero ansiosa suas mãos grossas apertarem minha carne com brutalidade e com vontade. Sou totalmente sua e faço do meu corpo sua morada sempre que você sentir fome ou frio…

Embaixo dos Lençóis

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Embaixo dos lençóis se esconde sua fraqueza. Embaixo deles você me aceita: nua, inteira, devassa. Embaixo dos lençóis você me excita e me encontra. Você me manipula, me encoraja e me entrega o seu gozo. Embaixo deles, dos lençóis melados, você se esquece da vida e me diz que é minha… embaixo dos lençóis e em cima de mim…