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A Sua Bossa…

Com seu quadril largo encaro a realidade que é viver ao seu lado. Sou refém do seu gingado, dos passos bem dados, da irreverência do seu balanço.

Observo com desejo o balanço dos seios que caem sobre sua pele nua; admiro-os trepidando sobre seu corpo exposto, sem pudor por se mostrarem tão protuberantes com seus bicos em rija, prontos para virem direto para minha boca.

Desço para o movimento do seu sexo, que me convida a entrar de forma faceira pela parte mais molhada, para guardar um pouco do meu prazer mais genuíno dentro dessa sua bossa…


Acordei com Saudade…

Acordei assim… com saudades do seu cheiro e do seu toque. Sinto você nas extremidades dos meus desejos, enclausurados na promiscuidade da minha linguagem mais sacana e vil, e em toda a obscenidade possível que vislumbro no contorno do seu corpo quente e cheio de possibilidades…

Entrego minha melhor parte para seu deleite, para que faça comigo o que julgar melhor. Entendo que você não é responsável pelo meu prazer, mas que organiza meus orgasmos com maestria e louvor; você faz com que meus pecados pareçam pequenos diante da maravilha que é suar com seu corpo, melado de desejos e extasiado de gozo puro e simples.

Quero ter a mesma sensação vazia de quando terminamos a nossa composição, aquela em que entregamos mais do que queríamos, em doses genuínas de prazer e tesão, dentro do tempo em que nos é permitido viver intensamente esse orgasmo, na versão mais profunda possível…


Não Diga Nada…

Não diga nada, apenas escute meus gemidos, sussurrados em doses promíscuas de prazer e pecado.

Não diga nada, apenas sinta meus toques mais perversos debaixo do seu corpo quente e molhado.

Não diga nada, apenas entre dentro de mim, como você costumava fazer naquelas noites em que desistia da sua decência e escolhia o caminho das minhas coxas para chegar em casa…


Imersa

Imersa nos meus pensamentos mais profanos encontro você, encarando minha libido como se fosse normal minha vontade de invadir seu corpo e beber todo o líquido que sai dos seus poros e das suas cavidades…

Respiro um pouco mais do ar poluído que circunda meus pulmões e rogo aos Deuses que me deixem tocar mais uma vez na sua pele áspera e seca; imagino suas veias pulsarem com tesão e vontade, da mesma forma que penso estar o restante do seu corpo: duro, ereto e pronto para invadir meus espaços mais escondidos.

Peço perdão pela minha perversidade e encontro razão nas palavras da minhas amigas, que me avisavam do perigo que ronda minha vida, cada vez que me aproximo de você.

Mas não consigo parar de pensar em toda história que construímos na imensidão da minha cama fria, em todas as vezes em que você explorava os lugares que nunca haviam sido tocados, em posições e formatos que eu jamais havia pensado antes e de uma forma tão intensa, que doutrinou meu desejo e escravizou todos os meus sentidos…


Nos Seus Braços

Nos seus braços encontro consolo, fuga, aconchego. Dentro do seu abraço encontro a paz que tanto busco e me perco de mim nos segundos em que compartilhamos o mesmo espaço sagrado, na conexão dos nossos corpos em compasso com nossas mentes anestesiadas. No seu corpo, sinto o calor do meu lar, que queima minhas angústias e adormece meus sentidos; e ali, no encontro das suas mãos com todas as minhas curvas, encontro a melhor versão da minha felicidade.


Continuação de Promíscuo Ser…

“… e assim despedi-me de mim: com dor, traição e sofrimento. Fui fraca mais uma vez em busca da droga que me levava sempre ao mesmo inferno. Busquei meu veneno cotidiano chamado Jota e gelei as extremidades do meu corpo em busca da nicotina que inunda meus pulmões cada vez que o toco.

Sou eu, em uma versão menor e mais fraca que agora anseia voltar ao seu mestre; aquela Anna Lara pervertida, pequena, vulgar. Um ser promíscuo, escondido nos arbustos da minha culpa, inalando ódio e perversidade por todos os poros, uma assassina devassa; um alguém descartável e sujo. Uma amostra das obscenidades mais profanas do ser humano; um demônio em forma de mulher, uma vítima de si própria.”

LEIA A CONTINUAÇÃO DE PROMÍSCUO SER DE PARTITURA FINITA (GRATUITO)

PromiscuoSer.com


Trecho do novo livro “Promíscuo Ser”

trecho2

“… resolvo voltar para casa e tomar um banho quente. Prefiro não comentar com o Jota sobre o episódio da praia, para que ele não se preocupe…

Enquanto estou no banho ele se aproxima e coloca as mãos no meio das minhas nádegas, fazendo um movimento giratório com o polegar, típico do momento que antecede um sexo anal. Ele beija meu pescoço e começa a lamber as bordas da minha orelha esquerda, algo que sempre me excita demais. Puxo-o para dentro da água quente e começamos a nos beijar de forma incessante, como se o mundo fosse acabar amanhã.”

Trecho de “Promíscuo Ser, a Partitura Final”… em breve


Seu Banquete…

Mergulho no vazio assustador que é a sua indiferença. Meu sexo já não tem mais o mesmo gosto de antes ou está apenas morno para o seu paladar? Prefiro encolher-me na insignificância de ser mais uma no meio de uma cama compartilhada, do que perder um pouco do seu suor escorrendo pelo meu corpo sujo e usado. Sou eu, em uma versão bem mais picante, que entrega sabor em pequenas doses de euforia e excitação, para transformar sua cama em um banquete de tesão, com gozos latentes de sobremesa, a serem servidos a quem quiser se saciar…

 


Meu Pecado

 


Sussuros…

sussurro

Então, ao final de tudo que vivemos, acabo rendendo-me aos seus caprichos. Sou eu quem deve lutar contra essa prepotência insuportável, mas meu desejo fala mais alto; é um tesão tão, tão genuíno que termino encharcada, cada vez que os pensamentos sobre seu toque, seu cheiro e seu sexo invadem minha mente. Tento recuperar meu fôlego, mas perco-me completamente na sintonia inebriante da sua voz rouca, que sussurra baixinho qual será a próxima parte do meu corpo que você vai explorar…