Arquivo do autor:Cris Coelho

Sobre Cris Coelho

A minha literatura é livre de estereótipos, padrões e convenções. Ela entrega poesia onde há cotidiano. E renova minha fé em mim e no mundo. Cris Coelho, Escritora & Poetisa

Meu Carnaval

meucarnaval

Vejo blocos desfilando felicidade pelas ruas cinzas de uma cidade lotada de corpos e desejos ilimitados. Vejo o esforço cotidiano dos foliões sedentos para alcançar a plenitude do gozo puto, aquele que não precisamos de muito para atingir e que o descartamos logo em seguida, para procurar por algo mais forte. Vejo uma multidão de orgasmos concentrados em vários momentos deste carnaval, mas em todos os reflexos desse deleite de prazer, só consigo enxergar seu rosto nesse mar de sexo. Porque você é meu carnaval…


Nosso Caminho

coluna

O caminho que percorro para chegar até você, até aquele ponto em que não consigo mais parar e tenho que entrar dentro da sua alma revestida de carne, pele e pelos por todos os lados, me deixa cansado e extasiado. Esse caminho, que me entorpece ao mesmo tempo em que me vicia, me mostra a expressão mais explícita do seu rosto, aquela que me convida a explorar os ângulos mais obscenos e mais escondidos… aos poucos, descubro como devo fazer, por onde começar e como vamos terminar. E nesse caminho eu sigo até chegar mais perto do seu orgasmo, mesmo sem saber direito em qual momento ele vai nos encontrar…


Me diga uma coisa…

Me diga uma coisa, uma só e eu me calo: você sente calor quando está ao meu lado? Sente frio também? E sente que o mundo vai acabar no exato momento em que nos tocarmos? Você sente o que eu sinto? E sente que vai desmoronar se eu não me virar e correr para os seus braços? Você sente? Sente meus dedos entrando tão fundo, mas, tão fundo, que conseguem tocar no vazio da sua alma e fazer você acordar desse sonho que parecia ser eterno, até o momento em que te invadi e te encharquei de prazer? Você sente?


Sua Língua

Sua língua refresca meu paladar, encharca meu corpo, aquece minha genitália. Sua língua entra dentro das minhas cavidades mais profundas, revela os orgasmos mais improváveis e me liberta de todo pudor remanescente. Sua língua me devora com a mesma intensidade que me acaricia a alma; é ela quem me faz desdobrar de prazer sem precisar me sujar com o líquido sujo dos seus desejos mais nefastos. É a sua língua que aflora meus desejos mais insanos, meus pecados mais íntimos e minha virgindade mais escondida…

 


Milhões de Motivos

Você pode me dar milhões de motivos para ir embora. Pode me dizer os motivos pelo qual não quer mais o meu  meu calor, o peso do meu corpo sobre o seu e a umidade da minha saliva com a sua. Você pode fingir que já não sente nada, que seus desejos mudaram, que sua vontade secou; e, ainda assim, eu não vou acreditar em você. Porque eu sei que depois do gozo almejado e da mente vazia com a nostalgia dessa paz passageira, é em mim que você vai pensar. Em mim, na maciez das minhas dobras e nos cantos mais escondidos do meu corpo…


“Gosto Doce”

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Deslizo minhas mãos suaves pela sua pele seca até atingir a superfície molhada da sua boca, que renova minha vontade em continuar explorando suas curvas e suas dobras. Sinto o cheiro inebriante que sai dos seus poros, que me enlouquece e me instiga a continuar massageando cada centímetro do seu corpo. Por fim, saboreio o gosto doce que sai de você, que escorre pelas suas pernas e se mistura pecaminosamente na minha saliva. Escuto os gemidos propagados com sua voz rouca e aprecio a maravilha que é te ver contorcendo de prazer só com o toque da minha língua…


Meu Pecado…

Meu pecado é te olhar com tanta vontade que meus poros se abrem e meus pelos se levantam. Meu pecado é te querer com ganância suficiente para devorar cada espaço do seu corpo sem deixar nenhum fluído escapar da minha boca. Meu pecado é querer mais do que você teria para me entregar; é pensar na dor que eu causaria com o furor da minha vontade. Meu pecado é querer demais sem me importar com o tempo que você precisaria para me acompanhar. Meu pecado é desejar ter você inteira, sem nenhum pudor ou cerimônia. E meus pensamentos são tão imorais e sujos que jamais poderia compartilha-los com você…