Arquivo do autor:Cris Coelho

Sobre Cris Coelho

A minha literatura é livre de estereótipos, padrões e convenções. Ela entrega poesia onde há cotidiano. E renova minha fé em mim e no mundo. Cris Coelho, Escritora & Poetisa

Nos Seus Braços

Nos seus braços encontro consolo, fuga, aconchego. Dentro do seu abraço encontro a paz que tanto busco e me perco de mim nos segundos em que compartilhamos o mesmo espaço sagrado, na conexão dos nossos corpos em compasso com nossas mentes anestesiadas. No seu corpo, sinto o calor do meu lar, que queima minhas angústias e adormece meus sentidos; e ali, no encontro das suas mãos com todas as minhas curvas, encontro a melhor versão da minha felicidade.


Trecho do novo livro “Promíscuo Ser”

trecho2

“… resolvo voltar para casa e tomar um banho quente. Prefiro não comentar com o Jota sobre o episódio da praia, para que ele não se preocupe…

Enquanto estou no banho ele se aproxima e coloca as mãos no meio das minhas nádegas, fazendo um movimento giratório com o polegar, típico do momento que antecede um sexo anal. Ele beija meu pescoço e começa a lamber as bordas da minha orelha esquerda, algo que sempre me excita demais. Puxo-o para dentro da água quente e começamos a nos beijar de forma incessante, como se o mundo fosse acabar amanhã.”

Trecho de “Promíscuo Ser, a Partitura Final”… em breve


Seu Banquete…

Mergulho no vazio assustador que é a sua indiferença. Meu sexo já não tem mais o mesmo gosto de antes ou está apenas morno para o seu paladar? Prefiro encolher-me na insignificância de ser mais uma no meio de uma cama compartilhada, do que perder um pouco do seu suor escorrendo pelo meu corpo sujo e usado. Sou eu, em uma versão bem mais picante, que entrega sabor em pequenas doses de euforia e excitação, para transformar sua cama em um banquete de tesão, com gozos latentes de sobremesa, a serem servidos a quem quiser se saciar…

 


Sou dessas…

 

Sou dessas que expõe as verdades sem se preocupar com as consequências das palavras impensadas.

Sou dessas que desobedece as ordens da boa diligência, que se sobrepõe a altarquia conferida e a falsa modéstia do saber mediano.

Sou assim, enorme e avassaladora, sem viés de nostalgia, que abraça o novo como quem devora um doce bem melado; sou farta de desejos que só se realizam por caprichos e vaidades, inteira à dispor do que me encanta, sempre à busca de algo que me motive e me tire o fôlego, que sempre foi tão abundante quanto limitado.

Sou dessas que insinua sem pudor, que faz o tom crescer com o som grave da minha voz nada delicada.

Sou dessas que não se preocupa em manter o que conquistou, desde que tenha algo melhor em vista, ainda que distante das mãos e das pernas.

Sou dessas que anda nas ruas, que desperta o interesse de ambos os irmãos, que desliza o salto alto em cima do meio fio, que exala a fumaça dos bem-aventurados, e que exprime o seu aroma para o deleite de todos que se derem ao desfrute de dançar um tango em meio ao caos de uma cidade iluminada pela boemia incessante e intensa.

Sou dessas aí…


Pelo que sei…

Pelo que sei são só detalhes sórdidos de uma paixão que não vingou… Pelo que sei são só lembranças de pêlos e peles, dobras e cantos consumidos com o frescor de uma novidade e a rapidez cronometrada de um encontro marcado. Pelo que sei foi só o instante perfeito de um gozo desejado e viril. Pelo que sei foram toques e sussuros, olhares e sorrisos. Pelo que sei, foi o cheiro dela que te levou e te dominou. E pelo que sei é o corpo dela que você deseja toda noite em que se deita ao meu lado…


Arrepiada


Nua

Nua debaixo do edredom, me faço sua. Me estico e suplico pelo seu toque. Dobro os joelhos e espero sua vinda. Sou sua e de mais quem quiser. Estou entregue no calor do meu ninho, com os seios descobertos, esfregando a sua face. E você, que me beija com gosto de vinho e não se tarda para o encontro, aperta minha cintura e desce a mão pelos meus quadris. Me toca suave e depois forte. Me acaricia, me maltrata, me ama. No final para e me olha assim… Nua


Você

A espera de você… De alimentar minha alma e debater o que for. De ser tocada repetidas vezes por suas mãos indecentes, por sua boca voraz e por todo seu corpo que me machuca sem pudor. A espera dessa dor, de estar dentro de você, sem cansar de sentir seu orgasmo e mergulhar na sua aflição por ele.  Não quero você por partes, quero as portas abertas para descobrir seus desejos mais sujos e seus pensamentos mais obscenos. Quero sua redenção. E sua paixão. Quero que você me sinta só pelo cheiro e que me dê o controle dos seus movimentos. Quero vibrar dentro de você e te fazer sofrer de tensão pela espera do meu toque…


Linda

Entrei no quarto escuro e te vi deitada. Nua, linda, branca. Se tocava com cuidado e extrema aflição. Estava concentrada. Parecia nascer naquele momento. De dor e gozo se fez o riso. E você, envergada no silêncio do seu deleite se fazia plena em si, com o seu olhar de doação e entrega…


Organicamente Sua

À sua espera minhas mãos se molham de prazer e meus músculos se contorcem de aflição. Cada espaço e cada contorno do meu corpo se destacam para te dar o que há de melhor nele. Não existe nenhum toque que eu deseje mais do que o seu. Meu corpo se tornou sua morada desde que você o invadiu e o conquistou por completo. Cada profundidade do meu corpo se tornou rasa para satisfazer sua fúria e, cada espaço vazio, se alargou para acomodar sua ansiedade viril. Você se apossou de mim e me transformou. Hoje sou sua, “organicamente sua”…